A calmaria e a paz no mundo, se é que houve alguma em qualquer momento, vão encontrando o seu anoitecer. Tempos estranhos parecem nos rondar, e o mundo vai se alterando aos poucos, dando sinais de que uma tempestade se aproxima.
Primeiro
foi a Rússia, que aos poucos alterou o tabuleiro do jogo. Uma invasão à Crimeia,
depois a invasão total da nação ucraniana, e uma guerra que já dura mais de
três anos.
O
mundo ficou calado, fez de conta que era normal: “faz parte do jogo, não é
conosco, a Rússia não fará novamente...”, mas fez. Aviões sobrevoaram o
território da Polônia, logo, da OTAN. Algumas reações nervosas aqui e acolá,
reclamações aqui e ali, mas nada além disso, e o mundo seguiu em frente, como
se tudo fosse normal, nada com o que se preocupar.
Depois
foi a vez da China se divertir realizando exercícios militares em torno de
Taiwan. Mas nada de novo, eles nunca esconderam que vão invadir e tomar aquela
pequenina ilha, a questão não é o “se”, mas o “quando”.
Por
fim, enquanto todos dormiam tranquilos, acreditando que o perigo não existia, que
a suas vidas tranquilas estavam asseguradas, eis que os Estados Unidos da
América (EUA), isso mesmo, a velha nação que supostamente era o bastião da
liberdade e do combate aos opressores, lança uma ofensiva contra a ditadura
venezuelana, capturam o ditador Nicolás Maduro, e informam ao mundo que
administrarão o país Sul-Americano. Por quanto tempo? Enquanto acharem que
devem.
Até
aí, tudo normal, o mundo segue como ontem, cada um em seu quadrado, sem
preocupações, afinal, era apenas uma ditadura no terceiro mundo e seu
ditadorzinho. Todos permanecem em seus palácios, dormindo em berço esplêndido,
alheios aos acontecimentos, acreditando que tudo permanece hoje como era na
semana passada.
E
então chega a surpresa, todos ficam em choque. Os EUA retomam “ameaças” contra
a Groelândia e a Dinamarca, nação que faz parte da OTAN. “Avisos” de que o
território da maior ilha do mundo é muito importante e que os Estados Unidos
não estão satisfeitos que esteja sob a tutela de outros povos, eles querem o
território para os seus próprios e “virtuosos” interesses.
A União Europeia fica em choque, lideranças lançam declarações de descontentamento e discordância, mas nada além disso. O que poderiam fazer além de proferir algumas reclamações de dentro do armário onde estão trancados se tremendo de medo.
E dessa forma, o mundo vai mudando, a estrutura e a ordem global ruindo, os três bad boys impondo suas vontades aos demais, que nada podem fazer, afinal, por décadas, acreditaram em promessas vazias de paz e amizade. Todos em cheque, rendidos, indefesos, de mãos atadas, por hora, e ao que tudo indica, por um longo no futuro, uma vez que a ficha de que o mundo mudou, ainda não caiu.